Será que você fala bororo?
Você tem jeito para línguas? Tente resolver este pequeno "teste"! É muito fácil. Tem 10 "problemas". Cada "problema" contém frases em português, seguidas pelas traduções na língua bororo. Depois tem mais uma frase em português, e é para você fazer a tradução. Experimente!
As respostas seguem em baixo da página. Não cole!
1
O homem foi à roça. Imedu uture boepato.
A mulher foi à roça. Aredu uture boepato.
O homem foi à aldeia. Imedu uture bato.
A mulher foi à aldeia. _______________________
2
O homem está na roça. Imedu rakojere boepa tada.
A mulher está na casa. Aredu rakojere bai tada.
O homem está na aldeia. _________________________
3
A mulher não está na casa. Aredu rakojekare bai tada.
A mulher não está na roça. _______________________
4
A mulher vive na casa. Aredu mugure bai tada.
O homem vive na aldeia. Imedu mugure ba tada.
O homem vive na roça. __________________________
5
Eu vivo na aldeia. Imugure ba tada.
Você vive na aldeia. Amugure ba tada.
Eu fui à roça. Iture boepato.
Você foi à roça. ____________________________
6
O homem fez a roça. Imedu ure boepa towuje.
O homem fez o arco. Imedu ure baiga towuje.
O homem fez a casa. _____________________________
7
O homem vai fazer a roça. Imedu umode boepa towuje.
A mulher vai viver na casa. Aredu mugumode bai tada.
A mulher irá à aldeia. Aredu utumode bato.
O homem vai estar na roça. ________________________
8
O homem matou o peixe. Imedu ure karo bito.
O homem vai matar o peixe. Imedu umode karo bito.
A mulher comeu o peixe. Aredu ure karo kowuje.
A mulher vai comer peixe. ________________________
9
A mulher comeu mandioca. Aredu ure jureu kowuje.
O homem foi à aldeia com o peixe. Imedu uture bato karo tabo.
A mulher foi para casa com a mandioca. _____________________
10
A mulher saiu da casa com a mandioca. Aredu uture bai piji jureu tabo.
O homem saiu da aldeia com o peixe. ________________________
Respostas:
1. A mulher foi à aldeia. - Aredu uture bato.
2. O homem está na aldeia. - Imedu rakojere ba tada.
3. A mulher não está na roça. - Aredu rakojekare boepa tada.
4. O homem vive na roça. - Imedu mugure boepa tada.
5. Voçê foi à roça. - Ature boepato.
6. O homem fez a casa. - Imedu ure bai towuje.
7. O homem vai estar na roça. - Imedu rakojemode boepa tada.
8. A mulher vai comer peixe. - Aredu umode karo kowuje.
9. A mulher foi para casa com a mandioca. - Aredu uture baito jureu tabo.
10.O homem saiu da aldeia com o peixe. - Imedu uture ba piji karo tabo.
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O Questionário de Proust (1886) São estas as questões:
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© Adoro falar dos meus sentimentos e da própria vida. Não vejo a orbe com a visão do meu próximo e isso me basta! A Profª de Literatura Brasileira I, na hora da chamada, sempre diz que os alunos se parecem com os próprios nomes; Então eu pergunto: E os Professores, não? Aliás, qual será o significado do nome dela? Porque o meu é hebraico e significa Pássaro ou Passarinho, mas eu adoraria se fosse Víbora: Astuta e venenosa! Afinal a serpente é o símbolo da sabedoria e Jesus foi esse Tipo!
Meus questionamentos
Zípora Teci Silva Prado©
De que forma, será, que podemos conhecer uma pessoa?
Daí você me pergunta: Mas, qual pessoa? (É porque para se conhecer uma pessoa você deve primeiro conhecer esta pessoa, que redundância, não? )
Então novamente você não entende a minha pergunta e se questiona: Como assim, para se conhecer uma pessoa você deve primeiro conhecê-la?
Pois é internauta! Você primeiro saber se essa pessoa é burra ou inteligente, se ela tem uma linhagem ou é uma qualquer, um pé-rapado ou uma dona de uma gorda conta bancária, você deve primeiro saber se ela está antenada com o mundo e tem personalidade ou se é uma excluída do mundo de informações, você deve saber também se esta pessoa te oferece alguma vantagem (Pois para ficar ao lado dela você deve ganhar “algo” por isso.), você não precisa ter nenhuma afinidade com ela, não precisa ter nada em comum, basta apenas ter de aturá-la e depois com as vantagens você sai no lucro.
Mas, eu minto, que para se conhecer uma pessoa, não precisa nada disso: Basta não conhecê-la! Eu conheço muita gente que eu conheci não conhecendo! Eu amo muitas pessoas que conheci não conhecendo! Eu confio em muitas pessoas que conheci não conhecendo! Não são antenadas, nem inteligentes são pessoas simplesmente!

© Adoro falar dos meus sentimentos e da própria vida. Não vejo a orbe com a visão do meu próximo e isso me basta! A Profª de Literatura Brasileira I, na hora da chamada, sempre diz que os alunos se parecem com os próprios nomes; Então eu pergunto: E os Professores, não? Aliás, qual será o significado do nome dela? Porque o meu é hebraico e significa “Pássaro ou Passarinho”, mas eu adoraria se fosse “Víbora”: Astuta e venenosa! Afinal a serpente é o símbolo da sabedoria e Jesus foi esse Tipo!
Memórias Póstumas de Brás Cuba
Machado de Assis
Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver
dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas
AO LEITOR
QUE STENDHAL confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, cousa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual, ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.
Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos cousas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, e aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.
Brás Cubas
CAPÍTULO PRIMEIRO /ÓBITO DO AUTOR
ALGUM TEMPO hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.
Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia -- peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa idéia no discurso que proferi. à beira de minha cova: "Vós, que o conhecestes, meus senhores vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado."
Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias; foi assim que me encaminhei para o undiscovered country de Hamlet, sem as ânsias nem as dúvidas do moço príncipe, mas pausado e trôpego como quem se retira tarde do espetáculo. Tarde e aborrecido. Viram-me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, ; minha irmã Sabina, casada com o Cotrim, a filha, um lírio do vale,--e. . . Tenham paciência! daqui a pouco lhes direi quem era a terceira senhora. Contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era cousa altamente dramática... Um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparentá-lo. De pé, à cabeceira da cama, com os olhos estúpidos, a boca entreaberta, a triste senhora mal podia crer na minha extinção.
"Morto! morto!" dizia consigo.
E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o vôo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, -- a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando e me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranqüilamente metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e cousa nenhuma.
Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma idéia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.
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